O candle (ou candlestick, "vela japonesa") é a forma mais usada de representar o preço em um gráfico. Cada candle resume TUDO o que aconteceu com o preço em um período fixo — 1 minuto, 5 minutos, 15 minutos, 1 dia — em quatro informações: abertura (Open), máxima (High), mínima (Low) e fechamento (Close), o famoso OHLC. A técnica nasceu no Japão do século XVIII, com o comerciante de arroz Munehisa Homma, e foi popularizada no Ocidente por Steve Nison nos anos 1990. Antes de estudar qualquer padrão (martelo, doji, engolfo...), é obrigatório dominar a anatomia: todo padrão é só uma combinação de corpos, pavios e posições.
A narrativa de participantes abaixo é uma interpretação possível, não um fato observável no OHLC. O desenho, sozinho, não prova intenção, stops, absorção ou atuação institucional.
Cada candle é um "placar" da briga entre compradores e vendedores no período:
O mesmo candle muda de significado conforme o timeframe: um doji no 1 minuto é ruído; no diário, pode marcar virada de semanas. E todo candle de tempo maior é a soma dos candles menores — um martelo no 15 minutos pode ser uma perna de queda + perna de alta no 1 minuto.
O desenho OHLC registra abertura, máxima, mínima e fechamento. Ele não identifica sozinho intenção, execução de stops, atuação institucional, absorção nem a causa do movimento. Leituras desse tipo são hipóteses: valide com contexto, liquidez, volume/fluxo quando disponível e teste histórico.
Um candle tem três componentes:
Proporções que valem memorizar:
A anatomia isolada descreve o passado; quem valida é o candle seguinte e o CONTEXTO (tendência, suporte/resistência, volume). Regra geral usada em todos os padrões: leitura de rejeição de baixa se confirma com o próximo candle fechando acima da máxima do candle de sinal; rejeição de alta, com fechamento abaixo da mínima. Sem confirmação, é só um candle.
Fortes: leitura visual imediata de quem está no controle; funciona em qualquer ativo e timeframe; é a base de toda a análise técnica de price action. Limitações: um candle sozinho não é sinal de operação; a cor engana (candle verde pequeno com pavio superior enorme é fraqueza, não força); em timeframes muito curtos há muito ruído; a abertura/fechamento de cada período é uma convenção do relógio, não um evento do mercado.
WIN, gráfico de 5 minutos, mercado caindo desde a abertura. O preço chega numa região de suporte do dia anterior e imprime um candle com mínima bem abaixo, mas que fecha perto da máxima, deixando um pavio inferior 3× maior que o corpo. Leitura pela anatomia: vendedores tentaram romper o suporte, compradores absorveram tudo e ainda empurraram o fechamento para cima — rejeição clara. O trader não entra nesse candle: espera o próximo superar a máxima do candle de rejeição para considerar a compra, com stop abaixo do pavio. É a mesma lógica que, com nomes próprios, vira "martelo", "pin bar", "doji libélula".