O CCI, criado por Donald Lambert em 1980 (revista Commodities, hoje Futures), mede o quanto o preço se afastou da sua média estatística recente. Apesar do nome, não é restrito a commodities — funciona em qualquer ativo. A lógica: preços oscilam em torno de uma média; quando se afastam demais, ou há uma nova tendência nascendo, ou um exagero prestes a corrigir. O CCI quantifica esse afastamento numa escala aberta (sem limite fixo), com as referências clássicas em +100 e −100.
Com período n (padrão 20):
TP = (Máxima + Mínima + Fechamento) / 3SMA(TP, n)DM = média dos |TP − SMA(TP)| nas últimas n barras (desvio médio absoluto, não desvio-padrão)(TP − SMA(TP, n)) / (0,015 × DM)A constante 0,015 foi escolhida por Lambert para que 70–80% dos valores fiquem entre −100 e +100 — o que torna as saídas dessa faixa estatisticamente relevantes.
Existem duas escolas opostas de leitura — entenda qual você está usando:
WDO lateral entre 5.320 e 5.350 no meio do pregão. CCI(20) no 5 min desce a −180 quando o preço testa 5.322, e o candle seguinte imprime pavio de rejeição com o CCI virando para cima. Entrada comprada em 5.326 na superação da máxima, stop 5.317 (abaixo do range), alvo no centro/topo do range (5.335/5.348). O CCI cruza o zero confirmando o movimento e chega a +120 quando o preço encosta em 5.349 — realização. Mesmo trade em dia de tendência de baixa teria sido evitado pelo filtro do 60 min (CCI longe abaixo de zero).