É a técnica que responde: "a minha curva de capital foi a única possível — ou eu tive sorte no caminho?"
Você pega a série de resultados das suas operações, reordena ou reamostra milhares de vezes e gera milhares de curvas de capital alternativas. Cada uma é um universo paralelo em que as mesmas operações aconteceram em ordem diferente.
O que sai disso é a informação mais útil de todas: a distribuição dos resultados e dos drawdowns possíveis — não um número único, mas a faixa em que a realidade tende a cair.
Dois métodos, com propósitos diferentes:
Procedimento:
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Risco de ruína = percentual das simulações em que o capital cruzou um limite crítico definido antes do teste (por exemplo, limite de perda da estratégia ou competição). O limite depende do objetivo e da tolerância a perda; não existe percentual universal.
O que interessa são os percentis do drawdown, não a média:
Exemplo de leitura: backtest mostrou drawdown máximo de 12%. O Monte Carlo revela que 5% dos cenários passaram de 22% e 1% passou de 28%. O drawdown do backtest era o cenário otimista, não o pior caso.
Risco de ruína: compare a probabilidade estimada com a tolerância definida no plano. Mesmo um número pequeno pode ser inaceitável para capital essencial ou restrições rígidas.
Fortes:
Limitações:
Cenário hipotético, condicionado à série e ao método de reamostragem descritos: Um trader da Arena tem 180 operações reais com expectância de +0,28R, taxa de acerto 44% e maior streak observada de 7 perdas. Ele arrisca 2% por operação e quer entrar num torneio de 30 dias com limite de perda de 20%.
Rodando 10.000 simulações sobre a série dele, com 160 operações projetadas para o período:
| Percentil | Resultado final | Drawdown máximo |
|---|---|---|
| 5 | −11% | 8% |
| 25 | +9% | 12% |
| 50 (mediana) | +24% | 15% |
| 95 | +61% | 29% |
Os percentis das duas colunas são calculados separadamente; uma célula da linha 95 não descreve necessariamente a mesma trajetória simulada da outra célula.
Risco de bater o limite de 20% antes do fim: 31% das simulações.
Ou seja: com o lote atual, quase um em cada três universos possíveis termina com ele desligado do torneio — mesmo tendo uma estratégia lucrativa. A mediana é boa (+24%), mas não serve de nada se ele não chega ao fim.
Ele reduz o risco por operação de 2% para 1,1% e simula de novo: neste cenário, a mediana cai para +13% e o risco de bater o limite cai para 6%. A escolha final depende da tolerância e do objetivo da competição.