São os dois documentos que dão contexto à política monetária brasileira:
Juntos, eles respondem à pergunta que mais importa antes de qualquer dado: o que já está no preço?
Ambos são publicados pelo Banco Central do Brasil.
A ata explica a decisão em detalhe e costuma trazer nuances que o comunicado curto não comporta — é lá que o mercado procura o peso real dado a cada risco. Quando a ata soa mais dura (ou mais branda) que o comunicado, a curva de juros se reprecifica na hora.
O Focus não é previsão do BC: é o consenso do mercado. Serve como régua — quando um dado sai diferente da mediana do Focus, isso é surpresa, e surpresa é o que move preço.
Na ata:
No Focus:
Fortes:
Limitações:
Segunda-feira: o Focus mostra a projeção de IPCA subindo pela quarta semana seguida e a Selic esperada para o fim do ano sendo revisada para cima. O trader anota: o mercado está migrando para um cenário de juros mais altos por mais tempo. Na terça seguinte, às 8h, a ata do Copom confirma o tom, com ênfase em "vigilância" e sem qualquer sinalização de corte próximo. Na abertura, os juros futuros disparam e o WIN abre em queda. O trader, que já tinha o viés mapeado desde segunda, opera vendido no repique da primeira meia hora — com contexto, não com adivinhação.